Calendário de vacinação do bebê: as vacinas do SUS mês a mês (2026)

Pelo calendário do SUS de 2026, o bebê toma BCG e hepatite B ao nascer e depois tem vacinas aos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 12 e 15 meses, com reforços aos 4 anos. Todas são gratuitas na unidade de saúde. O calendário muda de tempos em tempos, então confira sempre a caderneta e a sala de vacina.
O calendário de vacinação do bebê no SUS começa ainda na maternidade, com a BCG e a hepatite B, e segue com vacinas aos 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 12 e 15 meses. Depois vêm os reforços dos 4 anos. Todas essas vacinas são gratuitas na unidade básica de saúde.
Abaixo está a tabela completa, mês a mês, com o que mudou nos últimos anos. Antes de tudo, um aviso que vale para o texto inteiro.
Calendário de vacinação do bebê: vacinas por mês no SUS
Esta é a sequência do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para uma criança que nasceu a termo e está saudável. Prematuros e bebês com alguma condição de saúde podem ter esquemas diferentes, e a equipe da unidade orienta.
| Idade | Vacinas do SUS |
|---|---|
| Ao nascer | BCG (dose única) e hepatite B (dose ao nascer) |
| 2 meses | Pentavalente (1ª dose), VIP poliomielite (1ª), rotavírus (1ª), pneumocócica 20-valente (1ª) |
| 3 meses | Meningocócica C (1ª dose) |
| 4 meses | Pentavalente (2ª), VIP (2ª), rotavírus (2ª), pneumocócica 10-valente (2ª, na fase de transição) |
| 5 meses | Meningocócica C (2ª dose) |
| 6 meses | Pentavalente (3ª), VIP (3ª), influenza (1ª dose), covid-19 (1ª dose) |
| 7 meses | Covid-19 (2ª dose) e, se for a primeira vez, a 2ª dose da influenza |
| 9 meses | Febre amarela (1ª dose) e covid-19 (3ª dose) |
| 12 meses | Pneumocócica 20-valente (reforço), meningocócica ACWY (reforço) e tríplice viral (1ª dose) |
| 15 meses | DTP (1º reforço), VIP (1º reforço), tríplice viral (2ª dose), varicela (1ª dose) e hepatite A (dose única) |
| 4 anos | DTP (2º reforço), VIP (2º reforço), varicela (2ª dose) e febre amarela (reforço) |
Aos 15 meses, a tríplice viral e a varicela podem vir juntas na tetra viral, quando a unidade usar essa vacina. Para gripe, depois da primeira temporada, a dose passa a ser uma vez por ano, na campanha.
O que cada vacina protege
- BCG: formas graves de tuberculose.
- Hepatite B: hepatite B. As doses seguintes vêm dentro da pentavalente.
- Pentavalente: difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b.
- VIP: poliomielite (paralisia infantil).
- Rotavírus: diarreia grave por rotavírus. É dada pela boca.
- Pneumocócica: pneumonia, meningite e otite causadas pelo pneumococo.
- Meningocócica C e ACWY: meningite e infecção generalizada pelo meningococo.
- Tríplice viral: sarampo, caxumba e rubéola.
- Febre amarela, varicela (catapora) e hepatite A: cada uma protege contra a doença do nome.
O que mudou no calendário do SUS
Se você tem um filho mais velho, vai notar diferenças. As principais:
- Pólio só com VIP. No calendário atual, a proteção contra a pólio é toda injetável, com a VIP: 2, 4 e 6 meses e reforços aos 15 meses e aos 4 anos. A "gotinha" não aparece mais na rotina.
- Pneumocócica 20-valente. Desde junho de 2026 o SUS usa a VPC20, que cobre 20 tipos de pneumococo. Enquanto ainda houver estoque da vacina antiga, o esquema é de transição: VPC20 aos 2 meses, VPC10 aos 4 e VPC20 no reforço dos 12 meses. Depende do estoque da sua cidade, então pergunte na sala de vacina.
- Meningocócica ACWY no reforço. As doses de 3 e 5 meses são da meningocócica C, e o reforço dos 12 meses é com a ACWY, que protege contra mais tipos.
- Gripe e covid-19 na rotina. A influenza é rotina dos 6 meses até antes dos 6 anos. A covid-19 entrou no calendário da criança com 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses.
- Rotavírus com prazo maior. A 1ª dose pode ser dada de 1 mês e 15 dias até 11 meses e 29 dias. A 2ª, de 3 meses e 15 dias até 23 meses e 29 dias.
E o vírus da bronquiolite (VSR)?
Para alguns bebês, como prematuros e crianças com certas doenças, o SUS oferece o nirsevimabe, um anticorpo que protege contra o vírus sincicial respiratório. Ele não é vacina e não faz parte da rotina de todos os bebês. Se o seu bebê nasceu antes do tempo ou tem alguma condição de saúde, pergunte ao pediatra ou na maternidade se ele tem indicação.
Vacinas da rede privada: o que costuma ser oferecido a mais
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) publica um calendário próprio, que inclui o do SUS e acrescenta algumas opções. De forma geral, as clínicas privadas costumam oferecer:
- Meningocócica B, que não está na rotina do SUS. A SBIm sugere idealmente doses aos 3 e 5 meses e um reforço entre 12 e 15 meses.
- Meningocócica ACWY desde as primeiras doses, no lugar da meningocócica C.
- Pneumocócica de maior cobertura (VPC20 ou VPC15) em 4 doses no total (três no primeiro semestre e um reforço), enquanto o SUS faz 3.
- Vacinas combinadas acelulares, como a hexavalente, que juntam várias proteções numa injeção só. A SBIm explica que a versão acelular contra coqueluche costuma dar menos reações.
- Rotavírus pentavalente, em 3 doses, como alternativa à vacina de 2 doses do SUS.
- Varicela e hepatite A mais cedo ou em mais doses: varicela a partir dos 12 meses e hepatite A em 2 doses.
Nada disso torna o calendário do SUS "incompleto". Ele protege contra as doenças mais importantes e é gratuito. A decisão sobre doses extras é da família, junto com o pediatra, pesando o que cabe no orçamento.
Caderneta de vacinação: como não se perder nas datas
A caderneta da criança é o documento oficial. Leve sempre, em toda vacina e toda consulta. É nela que a equipe anota lote, data e dose.
Algumas dicas práticas:
- Tire foto da página de vacinas depois de cada visita. Se a caderneta molhar ou sumir, você tem o registro.
- Anote a próxima data assim que sair da unidade, enquanto ainda lembra o que disseram.
- Junte vacina com consulta quando der. Muitas idades coincidem com as consultas de rotina do primeiro ano.
- Não deixe a rotavírus atrasar. É a vacina com prazo mais apertado.
- Vacinou em clínica particular? Peça para anotarem na mesma caderneta.
No Sereninho, a parte de vacinas segue o calendário do SUS e o da rede privada. Você marca o que já tomou e vê o que vem a seguir.
Reações comuns depois da vacina
Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, as reações mais comuns são febre, dor, endurecimento e vermelhidão no lugar da aplicação. Na maioria das vezes, elas não impedem as próximas doses do calendário.
Pergunte na sala de vacina o que esperar de cada vacina e como cuidar em casa. Não dê remédio por conta própria: quem orienta é o pediatra que acompanha o bebê.
Se a febre for alta, se durar mais do que disseram ou se algo chamar sua atenção, procure a unidade ou o pediatra. Você conhece o seu bebê, e a sua impressão conta.
Quando procurar atendimento depois da vacina
Depois da vacina ou em qualquer outro dia, a Caderneta da Criança lista sinais de perigo que pedem atendimento logo, sem esperar. Entre eles, quando o bebê:
- fica muito molinho, caidinho, ou muito sonolento e difícil de acordar;
- tem cansaço, dificuldade para respirar ou respiração muito rápida;
- tem convulsão (tremores ou "ataque") ou perde a consciência;
- não consegue mamar;
- tem manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele.
Em bebês com menos de 2 meses, a Caderneta inclui também febre de 37,5 °C ou mais. Se tiver dificuldade para chegar ao serviço de urgência, ligue 192 (Samu), a ligação é gratuita. Na próxima vacina, conte à equipe o que aconteceu.
Para levar com você
O calendário de vacinação do bebê parece longo no papel, mas na prática são algumas visitas por ano, quase sempre junto com a primeira consulta com o pediatra e as consultas de rotina seguintes. Nessas consultas o pediatra também confere a curva de crescimento do bebê e lembra da vitamina D.
Guarde a caderneta num lugar fixo, fotografe cada página nova e deixe as próximas datas anotadas. Se você quer que o celular lembre por você, baixe o Sereninho: o essencial é grátis e pai e mãe veem tudo na mesma conta.
Perguntas frequentes
Quais vacinas o bebê toma com 2 meses?
A gotinha contra a pólio ainda existe?
Perdi a data da vacina do bebê. E agora?
Bebê com 6 meses toma vacina de gripe e covid?
Preciso pagar vacina na clínica particular?
Fontes
- Ministério da Saúde – Calendário de vacinação (gov.br)
- Ministério da Saúde – Calendário Nacional de Vacinação 2026, Criança (calendário técnico, atualizado em 30/01/2026)
- Ministério da Saúde – Nota Técnica nº 69/2026 (transição VPC10 para VPC20)
- SBIm – Calendário de Vacinação SBIm Criança 2026/2027
- Ministério da Saúde – Caderneta da Criança, 7ª edição revisada (2025)
Este guia é informativo e não substitui a consulta com o pediatra que acompanha o seu bebê. Em caso de emergência, ligue para o SAMU (192).